22 de fev. de 2009

Uma ilusão chamada Big Brother Brasil

O BBB é um programa da Rede Globo de televisão que vai ao ar de Domingo a domingo, logo depois da novela das oito e tem comando de Pedro Bial, que Já foi um jornalista renomado e hoje é simplesmente apresentador do tal BBB.
Os consumidores do BBB apresentam inúmeros sintomas que os afetam psicologicamente e socialmente, mas todos são encobertos pelo manto da ‘’normalidade’’. Porém quem não se enquadra na normalidade da sociedade é considerado ‘’doente’’.
A ideologia da normalidade nos aponta que quem assiste ao BBB, é um sujeito ‘’descolado’’ que aprende a conviver com os outros, Aprender a trapacear? A competir? A naturalizar as diferenças sociais? A inventar causas e efeitos para comportamentos e sair ‘’psicologizando’’ bobagens? A reduzir a vida apenas à competição desenfreada por status e dinheiro? A distorcer a própria imagem do outro na tv?
Uma receita de sucesso do capitalismo é manejar seres humanos através do manejo dos objetos. Melhor ainda quando os seres humanos são os próprios objetos, ou , 14 objetos expostos em uma fantástica casa que vende de tudo...
Pedro Bial, Daniela Cicarelle, Gugu, Ana Maria Braga, Faustão, Gaspareto, Emilio Zurita... difícil é dizer quem consegue mutilar mais ideais de vida humana pelos ideais do lucro.

19 de fev. de 2009







“Uma latinha pode melhorar a vida de uma pessoa, muitas latinhas podem mudar a vida de muitas famílias” E o texto segue, sugerindo que os catadores de latinhas do Carnaval de Salvador são de extrema importância, por “limparem” o nosso lixo, por serem pisoteados enquanto trabalham, por não disporem de qualquer auxílio por parte da prefeitura, por serem desrespeitados, por terem de admitir que estão trabalhando em condições desumanas enquanto outros se divertem e passam por cima de seus filhos, seus pés e seus sacos de lata.
E o anúncio termina com a “pérola”: vamos garantir que estas pessoas conquistem dignidade e auto-estima e melhorem de vida – ou a mesma idéia em palavras diferentes, não gravei o que ouvi!
É inacreditável que alguém tenha gasto 15’’ de anúncio em rádio para propor, de alguma forma, que o trabalho que estes cidadãos realizam vão, sim, fazer com que eles mudem de vida e conquistem alguma dignidade e auto-estima. Eu, sinceramente, não entendi o recado ou não quis entender.
Não juntei as peças, a minha “ficha” não caiu !!! E nem quero que caia! Porque no dia que eu acreditar que é dessa maneira que vamos conseguir igualdade social, desisto de viver. Francamente!
Quem arrisca um comentário na próxima aula de Sociologia?
Para finalizar, uma satisfação: os meus textos serão sempre postados por Rafa Gordilho, e assinados por mim. Por dois motivos: tenho que ter uma conta no Google para poder fazer login no Blog e porque todos os nomes possíveis, cabíveis e imagináveis para uma conta de e-mail no Gmail já estão ocupados!


Carinhosamente (e com alguma revolta),
Júlia Galvão – Comunicação Social 2008.2 – FIB

13 de fev. de 2009

Novela da Record é Reconhecida pelo Ministério da Saúde


O Ministro da Saúde José Gomes Temporão promove hoje, sexta-feira, nana Cidade do Samba o lançamento da campanha de combate à AIDES. A solenidade contara com a presença de atroes da Rede Record, mais precisamente do elenco de “Chamas da Vida”. Trata-se de um reconhecimento ao trabalho desenvolvido pela autora Cristiane Fridman que aborda a doença, na novela.Na história, Roger Gobeth vive um soropositivo que tenta levar uma vida normal.

12 de fev. de 2009

Utopia, queremos(íamos) uma pra viver



Brasileiro? Mexicano? Argentino? É possível que estes conceitos estejam totalmente ultrapassados. Em um continente como o nosso, tentar se enquadrar em determinada nacionalidade pode ser tão difícil, apesar de parecer simples.

O povo da América, o continente inteiro, não apenas o nome como os estadunidenses se referem ao país deles, é heterogêneo, pois está enraizado em diversas matrizes culturais: Astecas, Maias, Incas e Ameríndios, por exemplo. É essa heterogeneidade que dificulta, e muito, a realização de utopias como a homogeneização dos povos americanos.

Com o passar do tempo, diversos líderes representaram a esperança da emancipação popular e do progresso social. Figuras como Ernesto “Che” Guevara e mais recentemente Hugo Chávez, Evo Morales e Rafael Correa desejaram ou desejam espalhar esse sentimento utópico pelo continente. Porém tem sido muito difícil atravessar a intransponível barreira de setores da sociedade contrários a certos tipos de mudanças que almejam promover a igualdade entre os povos, pois para esse grupo, em grande maioria capitalistas, deve haver uma diferença entre os dominadores e os dominados.

Percebemos um processo gritante de americanização do continente, principalmente em países como o Brasil, por exemplo, em que as classes dominantes são aliadas dos Estados Unidos, tornando nosso país um fiel seguidor das regras impostas por Mr. Bush. Devemos incitar nos povos o sentimento de americanidade, onde apesar de pertencerem a um mesmo continente, as nações possuem cultura própria, que deve ser respeitada por qualquer pessoa, independente da nacionalidade da mesma.

Infelizmente, vivemos hoje sob a égide da globalização, o que torna diferentes sociedades, com modos de vida distintos, meros consumidores de produtos e tecnologias modernas. É contra isso que devemos resgatar as diversas utopias e lutar para que sejamos respeitados pela nossa origem étnica e não, infelizmente, pela facilidade que muitos de nós curvamo-nos perante os mandos e desmandos dos chefões da globalização.